Escritora Jessica Paola na Flip 2026 em debate sobre narrativas femininas e alteridade

Jessica Paola

A escritora Jessica Paola é um dos nomes confirmados na programação da 24ª Festa Literária Internacional de Paraty (Flip 2026), que acontece de 22 a 26 de julho. No dia 24 de julho (sexta-feira), às 14h30, a autora integra a mesa “Estado de criação: autoria, deslocamento e alteridade”, ao lado de Ana Helena Amarante, Fernanda Hamann e Lua Negrão. A obra de Jessica Paola dialoga diretamente com o eixo central desta edição da Flip, que homenageia a poeta Orides Fontela (1940-1998) — cuja vida e obra foram marcadas pelo desenraizamento e pela busca de pertencimento.

“A alteridade na minha obra aparece principalmente na forma como as vozes dos contos nunca são totalmente fixas ou centradas em um único ponto de vista. As personagens são atravessadas por deslocamentos, de linguagem, de território e de identidade, e muitas vezes só conseguem se reconhecer a partir do olhar do outro. Há uma tensão constante entre nomear e não dar conta de nomear, o que abre espaço para experiências que não cabem numa identidade única ou estável”, define a autora explicando a temática de seu livro mais recente, “Meu nome é um lugar longe”.

O título, que será lançado na Bienal do Livro em São Paulo, em setembro, (Editora Uratau, selo Hecatombe), reúne contos protagonizados por mulheres que transitam entre memória, corpo, linguagem e violência. Com cerca de 150 páginas, o livro articula diferentes vozes de mulheres em histórias que investigam pertencimento, apagamentos e reconstruções do eu.

Jessica Paola

SOBRE A AUTORA

“Escrever é o caminho natural pra mim, é a minha forma de expressão mais selvagem, minha linguagem no mundo. Acontece algo, escrevo. Vivo algo, escrevo. Sinto algo, escrevo. Não sinto algo, também escrevo.” – Jéssica Paola – Instagram: @ichpaola

Jéssica Paola é escritora e artista paraense que desenvolve trabalhos entre literatura, cinema e audiovisual. Sua obra investiga temas como memória, identidade e território, atravessada por influências da cultura brasileira, da oralidade amazônica e das experiências de deslocamento.

É autora dos livros “Seja O Que Flor”, “A Mulher que Morreu da Linguagem” e “Maria”, com publicações que já circularam entre Brasil, Portugal e Angola. Seu novo livro, “Meu Nome é um Lugar Longe”, publicado pela Editora Urutau, integra o selo político Hecatombe e será lançado na Bienal Internacional do Livro de São Paulo em 2026.

“A Mulher que Morreu da Linguagem” reúne contos que transitam entre a prosa poética e o fantástico, onde o mar, os objetos personificados e a natureza revelam novas formas de perceber o mundo. Com uma linguagem inventiva e imagética, a obra reinventa o cotidiano e convida o leitor a descobrir o extraordinário nas pequenas coisas. Editora Chiado, lançado na Bienal de SP em 2018 e publicado também em Angola.

“Maria” traz uma coletânea de contos que percorre diferentes sotaques, paisagens e modos de falar do Brasil. Por meio de personagens diversas, sempre Marias, o livro celebra a riqueza da oralidade e das identidades que compõem o país. Lançamento independente.

“Seja O Que Flor” romance infantojuvenil de fantasia poética que acompanha a jornada de uma bruxa e uma fada por um universo onde flores guardam memórias, antigos encantamentos moldam o destino e um circo mágico reúne personagens inesquecíveis. Com uma escrita lírica, a obra aborda temas como amizade, amor e pertencimento. Publicado pela Editora Chiado, o livro foi lançado no Brasil, Portugal e Angola.

“Meu nome é um lugar longe” em uma escrita poética, reúne contos sobre personagens que atravessam afetos, deslocamentos e diferentes formas de monstruosidade, revelando a potência e a complexidade das experiências femininas. A ser lançado na Bienal de SP 2026, Editora Urutau, Selo Hecatombe.

Entre suas realizações no audiovisual e nas artes visuais está a participação em mais cem festivais nacionais e internacionais e a conquista de prêmios em filmes como “Sonho de Verão” e “Vidas Cinzas”, com participações de Marielle Franco e Wagner Moura. Nas artes visuais, assina as ilustrações do livro “Azul do Fim do Mundo”, em processo de diagramação, a ser lançado pela Editora Minimalismos.

SERVIÇO:

Evento: 24ª Festa Literária Internacional de Paraty (Flip)

Mesa: “Estado de criação: autoria, deslocamento e alteridade”
Participantes: Jessica Paola, Ana Helena Amarante, Fernanda Hamann e Lua Negrão
Data e Horário: 24 de julho (sexta-feira), às 14h30
Local: Paraty, Rio de Janeiro